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 CONTRASTES DO BRASIL - Cheia do rio Paraguai é comparável aos anos mais secos da década

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Tchello
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MensagemAssunto: CONTRASTES DO BRASIL - Cheia do rio Paraguai é comparável aos anos mais secos da década   CONTRASTES DO BRASIL - Cheia do rio Paraguai é comparável aos anos mais secos da década Icon_minitimeQui Maio 07, 2009 8:39 am

A cheia do rio Paraguai deste ano é comparável às ocorridas em 2001 e 2005, anos mais secos da década que se encerra. A informação é do pesquisador Ivan Bergier, da Embrapa Pantanal, que acaba de realizar a segunda previsão de cheia com o Modelad (Modelo de Previsão do Nível do rio Paraguai em Ladário). O modelo utiliza a medição da régua de Ladário, cidade vizinha a Corumbá (MS), e a série histórica de dados coletados desde 1900 pela Marinha do Brasil.

A Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, divulgou a primeira previsão de cheia com o novo modelo na primeira semana de abril.

“A segunda previsão do Modelad aponta para um ano de seca na planície de inundação do rio Paraguai. A previsão realizada em abril, com erro médio de 29,5 cm, situa-se na porção inferior da previsão realizada em março, sugerindo que o rio Paraguai deve ter seu nível máximo ao redor de 3 metros na Base Naval da Marinha em Ladário”, explicou Ivan.

Com relação à data de ocorrência do pico de cheia, a mudança na previsão foi de apenas 1 dia e deverá ocorrer entre meados de maio e meados de junho. Caso o nível máximo observado seja inferior aos 3,15 metros verificados no ano de 2001, este ano deverá ser o ano mais seco desde 1973.

Isso deve se concretizar se o nível de rio subir no máximo 2 centímetros por dia ao longo do mês de maio. “Nos últimos 35 anos os três menores níveis máximos observados ocorreram nessa década”, afirmou o pesquisador.

Segundo ele, o verão de 2008-09 foi caracterizado por fortes tempestades em Santa Catarina, seca no Oeste das regiões Sul e Centro-Oeste e por elevada precipitação nas regiões Nordeste e Norte. Tudo isso sugere um forte indício da influência do fenômeno do El Niño Oscilação Sul (ENOS ou ENSO em inglês) em sua fase fria, isto é, Oceano Pacífico Equatorial mais frio ou condição de La Niña. “No Pantanal, em especial, pode também haver uma relação com padrões de oscilação atmosférica no Oceano Atlântico Norte (NAO em inglês), regulando a entrada de ventos e umidade pelo norte em direção ao centro-sul do continente sul-americano, auxiliado pela cordilheira dos Andes”, disse.

Essas relações conhecidas por teleconexões climáticas são objeto de estudo da Embrapa Pantanal. As previsões do nível mínimo em 2009, uma extensão do Modelad para o período de vazante da planície do rio Paraguai, deverão ser divulgadas a partir do segundo semestre.

IMPACTOS

O Pantanal terá menor quantidade de peixes neste e nos próximos anos, segundo a pesquisadora Emiko Kawakami de Resende. De acordo com ela, a produção de peixes na região está diretamente relacionada à cheia. “Quanto maior a cheia, maior a produção. O inverso também é verdadeiro”, disse.

Os reflexos serão sentidos também nos próximos dois ou três anos, “quando os indivíduos produzidos neste ano estiverem em tamanho de captura”.

Emiko afirmou que o último ano de cheia reduzida foi 2005. “Parece que este ano está pior. Aqueles que dependem dessa atividade econômica – tanto o turismo, quanto o pescador profissional artesanal – devem se precaver”, disse.A pesquisadora Sandra Aparecida Santos, que trabalha com pesquisas sobre pecuária, disse que os impactos na produção das pastagens são variáveis. “Há regiões que podem ser beneficiadas e outras prejudicadas.”

No Pantanal, as pastagens são dinâmicas e dependem da distribuição das chuvas que ocorrem na região norte e sul, como também da localização da propriedade (se sofre influência de inundação fluvial e/ou pluvial).

Neste ano de 2009 as chuvas se concentraram no final do período chuvoso em ambas as regiões que terão reflexos diferenciados sobre cada região ou fazenda. “É cedo para avaliar os impactos na pecuária, pois o período de restrição alimentar está começando agora no início de maio”, afirmou Sandra. O importante é que cada fazendeiro conheça a dinâmica das suas pastagens de modo que ele possa tomar as decisões mais adequadas.

Segundo ela, o mais preocupante são os focos de incêndio em áreas de pastagens localizadas na beira dos rios, que neste ano começaram mais cedo. A pesquisadora disse ainda que considerou 2006 um ano bastante complicado para a produção pecuária, porque ali ocorreram cheia e seca extremas.

DECOADA

De acordo com a pesquisadora Márcia Divina de Oliveira, especializada em ecologia de rios e áreas inundáveis, a decoada não deverá ser significativa em 2009, por conta do baixo nível das águas na cheia.
“Como o nível do rio deverá ficar em torno de 3 metros, não ocorrerá decoada em grandes escalas. Ela tende a ser mais forte quando o nível do rio passa dos 3 metros, o que aumenta a interação entre o rio Paraguai e a planície. A decoada consiste principalmente por alteração nas características da água, com ênfase na baixa concentração de oxigênio dissolvido, resultante da decomposição da matéria orgânica seca inundada na planície quando as águas sobem”, explica. Costuma causar a mortandade de peixes.
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